Economia Circular debatida na Conferência GPA e COTEC Portugal

O Green Project Awards assinalou a sua 10ª Edição com a Conferência, “Gestão Eficiente de Recursos no Contexto da Economia Circular” organizada em parceria com a COTEC Portugal.

Jorge Portugal, Diretor-geral da COTEC, deu inicio à conferência alertando para a forma insustentável como funcionamos atualmente. Exemplo disso, são os “riscos na utilização dos recursos finitos do planeta, dos riscos que as empresas correm em continuarem prisioneiras dos modelos de extração destes recursos e, ainda, para os consumidores que mantêm expetativas de conforto e comodidade da vida moderna e dos bens que o proporcionam.” Por último, Jorge Portugal relembra que a Economia Circular tem bastantes desafios e que a transição não será fácil, sendo assim necessária “a sensibilização de toda a população e a divulgação do tema da política pública”.

A sessão de abertura contou com a presença do Vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Filipe Araújo, e do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. Filipe Araújo referiu “o esforço e o empenho que a Invicta tem vindo a desenvolver, através da participação em iniciativas sustentáveis – seguindo a Agenda do Ambiente, no contexto da Economia Circular – é um trabalho continuo, executado internamente com os vários stakeholders e em perspetiva com as politicas nacionais e as oportunidades europeias”.

João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, explicou que é fundamental sensibilizar e formar a opinião pública sobre o que é a Economia Circular. Aquilo que, até há pouco tempo eram questões de políticas ambientais – como os problemas de poluição, água segura, demarcação de espaços protegidos, ao que chama “infraestruturas de reação” – têm hoje uma nova dimensão, passando a ser “políticas ativas, que têm como objetivo a criação de emprego, de riqueza e de bem-estar, que não se podem sustentar nas matérias-primas”.  A Economia Circular  traduz-se na “conceção produtos/serviços, utilização do seu valor económico e funcional mais elevado, pelo máximo de tempo possível, modelos de negócios na gestão de resíduos e poluição do sistema natural”. “É necessário reinventar a nossa economia, para uma economia que não seja de escassez, mas sim, de abundância – uma Economia Circular”, concluindo assim a sua intervenção.

“Aceleradores da Economia Circular” foi o tema abordado por Attila Turos, especialista do World Economic Forum, que identificou diversas razões para investir na Economia Circular: valorização dos recursos naturais, reutilização dos produtos e serviços já em circulação, aumento da vida dos produtos e promoção da eficiência energética, de materiais e componentes.

Beatriz Luz, fundadora da Exchange4Change Brasil, dedicou-se ao tema “Como construir uma economia circular mais verde”. Esta mudança só é possível quando vários acontecimentos geram novos padrões de consumo, uma nova relação entre a vida social e o processo de compra e venda. Esta visão de Economia Circular, vai muito além da reciclagem. Não deve ser entendida como solução de um problema, mas sim, um sistema que evitará o problema. Beatriz acredita numa Economia Circular baseada em três R’: Reavaliar o processo produtivo, Rever valores e Redefinir os produtos e processos.